Marketing · São Paulo, Brasil
“Ninguém acorda cedo querendo ClickUp”
Como Diego Rocha saiu de três anos de burnout normalizado para uma operação de R$ 800 mil/mês com cinco pessoas e por que a virada não teve nada a ver com ferramenta
- Brasil
- Pequena empresa
- Implementado em 12 semanas
- 9 min de leitura
Em dezembro de 2025, um projeto muito bom chegou até Diego Rocha.
Ele disse não.
Não porque o projeto fosse ruim. Nem porque faltasse capacidade. Diego recusou porque sabia exatamente o que aconteceria com a vida dele se aceitasse.
“Eu sabia que meu final de ano ia ser horroroso.
Eu simplesmente falei: não, não quero.”
Era uma decisão estranha para alguém com oito anos de experiência como estrategista digital e que já havia feito R$ 3,2 milhões em trinta dias com R$ 100 mil investidos em tráfego.
Diego sabia gerar resultado.
O problema era o preço que pagava para conseguir.
Quando crescer ficou caro demais
Durante três anos, Diego trabalhou de domingo a domingo. Havia projetos que começavam às cinco da manhã e terminavam às onze da noite.
A operação dependia tanto dele que trabalho e vida tinham praticamente virado a mesma coisa.
“O custo operacional era minha vida, porque eu ficava de domingo a domingo olhando para a tela do computador. O pior disso tudo é que eu me acostumei a ter burnout. Acho que chegou ao ponto de eu achar que era normal.”
O impacto também chegou ao time. Diego perdeu bons profissionais e, olhando para trás, não tenta suavizar sua responsabilidade. Cita falta de processo, dificuldade de liderança, cobranças excessivas e a própria incapacidade de organizar a operação.
Ele estava transferindo para a equipe o mesmo modo de trabalhar que já o havia levado ao limite.
E esse modelo colocava um teto no negócio.
Diego tinha capacidade técnica, demanda e pessoas boas. Ainda assim, tudo continuava centralizado nele. Quanto mais a empresa crescia, mais trabalho recaía sobre o fundador.
Até que o crescimento deixou de parecer uma coisa desejável.
Em uma reunião, Diego ouviu que determinado projeto poderia chegar rapidamente a R$ 1 milhão em faturamento. A reação não foi entusiasmada.
“Eu não quero. Eu sei que a gente tem capacidade, mas o custo disso, na minha cabeça, é tão alto que eu não estou disposto a pagar. Eu prefiro faturar menos do que viver o que eu já vivi.”
Duas tentativas. O mesmo problema.
Diego já tinha tentado encontrar uma saída.
Nas duas primeiras vezes, acreditou que o problema poderia ser resolvido trazendo um sócio para dividir a operação.
Não funcionou.
Nas duas experiências, a pessoa que deveria tirar peso das costas dele acabou se transformando em mais uma responsabilidade.
Antes de tentar pela terceira vez, Diego fez uma conta simples. Se um projeto desse errado, seu sócio receberia R$ 30 mil. Um gestor de projetos custaria cerca de R$ 5 mil.
A conclusão foi que talvez ele estivesse tentando resolver o problema errado.
Ele não precisava necessariamente de outro sócio. Precisava descobrir como organizar a empresa para que ela não dependesse tanto dele.
Foi essa a pergunta que levou para Thiago:
Como eu organizo esse negócio sem ter sócio?
A resposta não começou pelo ClickUp.
Thiago falou de processos, estrutura de equipe e organização da empresa em setores.
Era algo que Diego sabia há anos que precisava fazer. O problema era conseguir transformar esse conhecimento em uma operação que realmente funcionasse.
Em quinze minutos, o problema deixou de ser o ClickUp
Diego e Thiago já se conheciam.
Em uma conversa, Diego comentou que provavelmente estava usando o ClickUp errado e pediu que Thiago desse uma olhada.
Thiago abriu a ferramenta.
Em poucos minutos, começou a apontar problemas de organização e a mostrar como aquela operação poderia ser estruturada de outra maneira.
“Em quinze minutos ele resolveu coisas que eu não tinha feito em um ano.”
Para Diego, aqueles quinze minutos produziram duas descobertas.
A primeira, sobre si mesmo: “Eu mando bem em copy, mando bem em estratégia, mas eu não sei nem o que estou fazendo com essa ferramenta.”
A segunda, sobre o Thiago — e essa é a que ele faz questão de repetir:
“O Thiago não vende ClickUp. ClickUp é só uma ferramenta que ele usa. Na verdade, ele me ensinou a estruturar minha empresa, a contratar, a montar processo, a liderar o time, a parar de ser tão workaholic.
É muito mais sobre estruturação e crescimento de empresa do que ClickUp.
Ninguém acorda cedo querendo ClickUp. Mas todo mundo acorda cedo querendo ganhar mais e trabalhar melhor.”
O que curso nenhum conseguia fazer
Diego não partiu do zero.
Antes de trabalhar com Thiago, já tinha comprado vários cursos de gestão.
“Se você não tem habilidade naquilo, você compra um curso, assiste, acha que sabe o que está fazendo, implementa, e não sabe se fez certo. Aí você fica na tentativa e erro olhando uma vídeo aula gravada que serve para qualquer pessoa.”
“Para mim, a maior diferença é que o Thiago olhou para a minha empresa, olhou para o meu processo, olhou para o meu modelo de negócio e falou: para isso que você está fazendo, você precisa fazer isso, isso e isso.”
Quando perguntaram a Diego qual parte do serviço era essencial — a que ele não tiraria de jeito nenhum —, a resposta não foi implementação nem treinamento:
“É o olhar treinado para a minha operação. É a parte de diagnóstico. É muito mais barato eu pagar o Thiago do que eu querer aprender sozinho. Eu estou comprando a solução.”
Essa capacidade também explica algo que, a princípio, poderia parecer uma desvantagem.
Thiago atendia empresas muito diferentes.
Para Diego, isso aumentava sua confiança.
Na visão dele, alguém que trabalha sempre com o mesmo tipo de operação pode se tornar excelente em repetir um modelo. Quem precisa lidar com contextos diferentes é obrigado a desenvolver capacidade para entender problemas novos e construir processos específicos.
Diego não queria ser apenas mais um cliente encaixado em uma receita pronta.
Ele não aprendeu a ferramenta. Aprendeu a pensar sistema.
A implementação levou três meses, com uma dedicação de aproximadamente quatro horas por semana de Diego.
Mas a principal mudança, segundo ele, não foi o que entrou no ClickUp.
Foi a forma como passou a pensar a empresa.
“Eu era programado para pensar errado. Eu fazia uma lista de tarefas e fazia. Então todo dia eu começava minha empresa do zero. Todo dia do zero. Não tinha processo, não tinha rotina, não tinha direção, não tinha fluxo.
Além de construir o sistema para mim, ele me ensinou a pensar sistema. Os outros processos que eu crio hoje, eu já crio pensando do jeito certo.”
Dois modelos que o Thiago trouxe e que ele cita como divisores de águas:
No começo, força bruta resolve muita coisa. O fundador trabalha mais, executa mais e compensa a falta de estrutura com esforço.
Só que existe um limite físico para isso.
Chega uma hora em que não há mais horas disponíveis no dia.
E outro, sobre delegação:
“O empresário com visão de curto prazo faz, porque é mais rápido. O empresário com visão de longo prazo treina, para poder fazer outra coisa. Fez muito sentido.”
Diego percebeu que seu próprio comportamento ajudava a produzir a dependência que depois tentava combater.
O problema não era apenas montar um processo melhor.
Era parar de administrar a empresa como se ele precisasse continuar sendo o centro de tudo.
33 clientes, cinco pessoas e Diego fora da operação
Um exemplo ajuda a entender o efeito prático dessa mudança.
Diego explicou a Thiago como funcionava seu processo de edição de vídeos.
A resposta foi imediata: daquele jeito, mais cinco clientes seriam suficientes para criar outro gargalo.
Então o processo foi redesenhado.
O cliente passou a enviar o material por um formulário. A demanda entrava automaticamente na trilha do editor, a pessoa responsável era acionada, a data de entrega era definida e o sucesso do cliente entrava no fluxo sem depender de Diego avisando cada pessoa manualmente.
A operação passou a absorver volume sem exigir que o fundador coordenasse cada movimento.
- 1.800 vídeos editados, média de 20 por dia, para 33 clientes diferentes;
- dois editores de vídeo na equipe;
- cinco correções em todo o período;
- 300 Reels produzidos na semana anterior à conversa sobre esse case;
- 30 roteiros por cliente entregues em cinco dias.
A consequência mais importante para Diego não aparece em uma tela.
“O time sabe o que fazer na segunda-feira. Eu não fico apagando incêndio, não fico vendo se a tarefa foi feita.”
O negócio também mudou de escala.
Em maio, a empresa ainda não existia. No primeiro mês, faturou R$ 300 mil. Em agosto, chegou a R$ 800 mil.
E isso aconteceu com o menor time que Diego já havia tido.
Em vez de crescer adicionando pessoas para compensar processos ruins, ele reduziu o tamanho da equipe, melhorou a operação e aumentou o faturamento.
A qualidade da entrega também passou a receber uma atenção que antes era consumida pela urgência operacional. Segundo Diego, clientes começaram a gerar novas indicações, em alguns casos várias delas.
Hoje, apenas uma pequena parte dos processos passa diretamente por ele.
Diego não produz os vídeos. Não escreve os conteúdos. Não precisa acompanhar cada tarefa.
A empresa cresceu enquanto sua presença na operação diminuiu.
Quatro dias sem abrir o WhatsApp. E nada parou.
Em determinado momento do processo, Thiago fez uma pergunta que não tinha nada a ver com ClickUp, processo ou faturamento.
Quais são os seus hobbies?
Diego travou.
Quando Thiago perguntou qual era seu objetivo fora da empresa, ele também não soube responder.
“A operação me tomou tanto da minha vida que ela virou a minha vida.”
Hoje, Diego começa a trabalhar às dez da manhã. Treina com a esposa e o personal.
Mas houve um episódio que tornou a mudança especialmente concreta.
Diego passou quatro dias sem abrir o WhatsApp e sem acompanhar o que estava acontecendo na empresa.
Quando voltou, reuniu o time.
Estava tudo funcionando.
“Eu mandei mensagem para o Thiago: velho, o que aconteceu? A empresa está funcionando e eu não estou lá. Eu não estou cobrando, não estou vendo. Todo mundo sabe o que fazer.”
Para alguém que passou três anos trabalhando das cinco da manhã às onze da noite, talvez essa seja a métrica mais importante de todas.
No começo da história, Diego recusava crescimento porque sabia o que teria que sacrificar para consegui-lo.
Hoje, a equação mudou.
“Antes, a minha vida se resumia a: ou eu cresço a empresa, ou eu vivo. Hoje não. Eu não preciso escolher entre crescer ou viver.”
E é por isso que, quando Diego tenta explicar o que recebeu de Thiago, a resposta não termina no ClickUp.
Também não termina nos processos.
“De tudo, o mais importante que o Thiago pode trazer para uma empresa não é processo. Não é o ClickUp, não é nada disso. É mudar o jeito que o dono pensa sobre o negócio dele. Porque se eu não mudar o jeito que eu penso, o negócio não vai mudar absolutamente nada.”
Nota metodológica
Este case foi construído a partir de entrevista em profundidade com Diego Rocha, fundador da Makers Midia, realizada pela Conversion Lab, com participação de Thiago Rodrigues na etapa de contextualização inicial. Métricas e falas foram validadas com as duas empresas antes da publicação.
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